Os artistas substituíram Will.I.Am no warm-up dos
shows da Madonna no Brasil, e foram surpreendidos pela falta de educação
do público
Semana passada, quando a organização dos shows da Madonna no
Brasil divulgaram que Will.I.Am havia cancelado suas apresentações na
abertura de cada show, e que DJs nacionais iriam substituí-los, confesso
que fiquei otimista com a notícia. A seleção aparentemente foi simples:
o DJ "local" mais famoso de cada cidade - Gui Boratto em São Paulo, Felguk no Rio de Janeiro e Fabrício Peçanha
em Porto Alegre. Escolhas seguras para apresentar a tal EDM para os fãs
do pop da Madonna, que convenhamos: atualmente é um electro house com
vocais dela. Porém, o tiro saiu pela culatra e os dois primeiros foram
vaiados.
Tanto Gui como Felguk empolgaram num primeiro momento - as primeiras
tracks foram dançadas e bem-recebidas pelo público. Porém, depois de
alguns minutos a impaciência tomou conta e o público não quis saber quem
eram as pessoas lá em cima, qual a proposta delas ou qual a culpa delas
no atraso do cronograma da noite (que chegou a 3 horas no RJ e a quase 2
horas em SP) - sonoras vaias foram proferidas contra
os profissionais. Nem mesmo a tentativa desesperada dos cariocas de
agradar o público pop, tocando Red Hot Chili Peppers e Pink Floyd,
acalmou os ânimos. Só mesmo a chegada de Madonna silenciou o público,
abafando o ocorrido.
Para a mídia de massa, o mais relevante foi dizer que Madonna proferiu palavrões e que ela não cantou Like a Virgin, porém para nós fica a dúvida: qual o significado dessas vaias? Os defensores mais ferrenhos diriam que foi culpa do atraso,
mas será que se o Will.I.Am estivesse lá, ele também seria vaiado? No
caso do Gui Boratto, também é compreensível, afinal seu som é mais
"cabeçudo", e a grande massa não compreenderia com facilidade as tracks
dele (fora No Turning Back e Beautiful Life), ainda mais na expectativa
de ouvir hits simples e pegajosos, mas e o Felguk? Eles tocaram no
Tomorrowland, estão no Top 100 da DJ Mag, já fizeram remix para a
própria Madonna. Dá pra se dizer que é o projeto mais mainstream da EDM
nacional, e nem eles conseguiram segurar a pista. Será que não é hora de
jogarmos um pouco de água gelada naquele sonho de que a música
eletrônica não seja encarada como algo diferente, e sim como música
apenas? A grande massa brasileira não está pronta para colocar estes
nomes no mesmo patamar de Teló, Latino e outros pops duvidosos, assim
como o mundo coloca Guetta e Harris no mesmo balaio de Rihanna e Black
Eyed Peas?
Bom, uma coisa é certa: eu não queria estar na pele do Peçanha, que vai abrir o show de Porto Alegre dia 9.
Update: acabamos de saber que o Felguk foi escalado para "dar uma força" em Porto Alegre, e tocam lá junto com o Peçanha.
Bom, uma coisa é certa: eu não queria estar na pele do Peçanha, que vai abrir o show de Porto Alegre dia 9.
Update: acabamos de saber que o Felguk foi escalado para "dar uma força" em Porto Alegre, e tocam lá junto com o Peçanha.
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