1- Do início dos anos 1980 em diante: foi nessa época (1978) que a “disco music” estourou no mundo. Aqui nas terras brazukas a dificuldade para ter acesso aos lançamentos em vinil de 12 polegadas (que eram chamados de EPs ou Maxi Singles na época) eram enormes. Os discos que saíam na gringa (EUA e Europa principalmente), eram trazidos por alguns comissários de bordo da VARIG. O DJ Machado, que tocava no primeiro Club GLS de São Paulo – O MEDIEVAL – tinha acesso ao lançamentos mundiais da “disco music”, a cada 15 dias em média, porque o club tinha que atender sua exigente clientela. Como ele tinha uma parceria com a Joven Pam FM - que aos Sábados a noite tinha um excelente programa de dance music – os lançamentos tocavam primeiro lá.
2- Anos 1990: Começaram a funcionar em São Paulo, algumas lojas de discos (principalmente na Galeria Ouro Fino e também nas Grandes Galerias do Centro), que vendiam discos de vinil importados. Mas ai para o DJ ter acesso àqueles vinis “quentes” (que aliás nem ficavam na “banca” expostos ao público) - e que eram guardados “lá dentro” - era necessário ser cliente VIP (ser amigo do dono, ou DJ influente, etc.).
3- Começo dos anos 2000: com a facilitação das importações para o Brasil (antes era proibido importar-se praticamente qualquer coisa de fora), passou a ser viável ao DJ (que tivesse cartão de crédito internacional...) importar discos junto a lojas virtuais gringas (juno, ukdance-records, etc). O DJ ouvia um trechinho no site e comprava o disco. Levava em média 45 dia para chegar, ao custo de R$ 45,00;
4- Meados dos anos 2000: com a popularização do CDJ 500 da Pionner (primeiro CD player com “Jog Dial” e pitch), tem inicio a supremacia do CD e dos arquivos digitais (wav, mp3 , etc). O grande barato (inclusive era de graça...) era fazer “download” junto a alguns sites que pirateavam as tracks por ai (Napster, E-Mule, etc). Com isso, a velocidade dos lançamentos mudou radicalmente, pois enquanto a “versão” digital da track já estava imediatamente disponibilizada na WEB, a mesma versão em vinil demorava 45 dias para chegar nas suas mãos (nessa época era comum os DJs terem dois cases: um de vinil e um outro de CDs);
5- Final dos anos 2000 e início dos anos 2010: com o surgimento dos portais de sites de download pagos (I-Tunes, Beatport, etc), o vinil praticamente deixou de existir. Primeiro com a dominação dos CDs, agora com arquivos digitais (leia-se “tracks”) que podem ser lidos a partir de Pen-Drives, computadores, etc., praticamente todas as músicas tocadas ao redor do mundo por DJs, vêm de arquivos digitais.
Foi o fim do mundo analógico para os DJs !
via: http://djsound.virgula.uol.com.br/radar-elektronico/7495
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